
Cada ser humano é único e isso significa que cada um tem uma forma de viver sua própria vida e, consequentemente… o seu próprio jeito de gastar dinheiro.
Durante muito tempo, o dinheiro foi um tabu para boa parte da população brasileira. Felizmente, hoje em dia, existem diversas plataformas de educação financeira que tem ensinado as pessoas a cuidarem melhor das suas finanças.
No entanto, a situação ainda não está boa. Dados mostram que mais da metade da população (52%) sente um alto estresse financeiro e se preocupa constantemente com despesas, falta de dinheiro e atraso no pagamento das contas.
Ao mesmo tempo que o consumo pode ser uma forma de fazer as pessoas se sentirem parte da sociedade, o medo da falta de recursos afeta muita gente.
Então, como entender o comportamento do brasileiro com o dinheiro?
Bem, essa questão foi respondida em uma pesquisa que gerou alguns perfis da relação do brasileiro com o dinheiro.
Continue a leitura para conferir!
Quais perfis identificam o comportamento do brasileiro com o dinheiro?
Segundo a pesquisa “A Relação do Brasileiro com Dinheiro”, feita pelo Google, em parceria com a Liga Pesquisa e a Provokers, existem seis perfis que retratam o comportamento do brasileiro com o dinheiro:
BATALHADORES (26,3%)
Os batalhadores acreditam que: gastar é tristeza, poupar é empoderamento, investir é alegria.
Isso significa que eles enxergam o dinheiro como um meio para a sobrevivência e são resistentes em fazer compras online. Ou seja, não tem nada a ver com felicidade.
Além disso, acreditam que a única forma de ganhar dinheiro é trabalhar bastante, sendo que o cenário externo pode influenciar no sucesso profissional. Com isso, não consideram que investir também seja uma forma de ganhar dinheiro, preferindo começar um novo negócio.
ENDIVIDADOS (26,3%)
O lema dos endividados é: ganhar é tristeza, poupar é confiança e autoestima, investir é medo e ansiedade.
Para este perfil, existe uma confusão na hora de falar de finanças ou economia. No geral, eles lutam contra as contas e sofrem para se organizar – tendo que buscar ajuda para controlar os gastos.
Ao desenhar o comportamento dos brasileiros com o dinheiro, os endividados mostram que não conseguem poupar e têm medo de perder tudo. Com isso, são os que mais usam o cartão de crédito para pagar as contas quando o salário não é suficiente.
CÉTICOS (21,2%)
Pode soar estranho, mas, os desacreditados acreditam que: gastar é tristeza, poupar é tristeza, investir é medo e ansiedade.
Para esse grupo, o mundo está muito competitivo e não há mais chances de enriquecer ou ter dinheiro suficiente.
O dinheiro é assunto proibido, dentro e fora de casa. Inclusive, não se interessam por conteúdos de educação financeira.
MATERIALISTAS (15,2%)
Também considerados consumistas, acreditam que: gastar é alegria, poupar é curioso, investir é empoderamento.
Os materialistas mostram que o comportamento do brasileiro com o dinheiro é “viver o presente, sem preocupações com o futuro”. Sendo assim, esse grupo prefere gastar seu dinheiro para satisfazer suas vontades – antes que seus recursos se esgotem.
Acreditando que o dinheiro traz felicidade, não se importam em pagar caro por um produto – sendo assim, preferem utilizar serviços particulares com a justificativa de que “se é caro, é bom”.
PLANEJADORES (6,1%)
Com o propósito de realizar sonhos, acreditam que: gastar é calmo e tranquilo, poupar é empoderamento, investir é entusiasmo e confiança.
Com o hábito de poupar, e também fazer compras online, os planejadores gostam de se educar financeiramente e sempre procuram cursos para melhorar suas finanças. Sendo assim, possuem investimentos diversificados e gostam de acompanhar a movimentação dos seus recursos.
POUPADORES (5,1%)
Os grandes comparadores de preços e ofertas, acreditam que: gastar é nervosismo, poupar é entusiasmo, investir é empoderamento.
São parecidos com os planejadores e têm o costume de poupar recursos mensalmente, além de se planejarem para obter conhecimento sobre educação financeira.
São considerados mais focados (principalmente na poupança), sempre buscam descontos nas compras e confiam um pouco mais nos bancos, pois os veem como “um facilitador do sucesso”.
Todos esses perfis que traduzem o comportamento do brasileiro com o dinheiro têm algo em comum: sofrem com gastos invisíveis.
Na linguagem moderna, os gastos invisíveis são “mimos” ou “pequenos luxos da vida adulta” que passam despercebidas no dia a dia. Porém, no final do mês, representam uma fatia considerável dos ganhos.
SAIBA MAIS -> Gastos invisíveis: o que são e como sabotam seu orçamento?
SIMILARES
24 de fevereiro de 2026 |

Nenhum comentário